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Mariana P. Pacheco - Curitiba - PR

CATARATA CONGÊNITA

 

Meu filho, P.E.D., nasceu com catarata congênita que só foi diagnosticada aos cinco anos de idade. Como conseqüência, todo seu desenvolvimento foi comprometido, com claras dificuldades em sua evolução motora, no desenvolvimento da fala, no amadurecimento cognitivo e em sua adaptação social. Dessa forma, eram visíveis as diferenças entre meu filho e as outras crianças da mesma idade. Na verdade, ele falou tardiamente e só andou com aproximadamente três anos de idade.

 

Foi submetido à cirurgia oftalmológica para implante de lentes intra-oculares em seu quinto ano de vida. Ao mesmo tempo, busquei os mais diversos tipos de tratamentos e de profissionais (médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, etc) na esperança de ajudar meu filho. Em algumas consultas cheguei a ouvir dos médicos que meu filho não tinha problemas, enquanto em outras ouvia os seguintes comentários sobre sua condição: “isso faz parte do quadro que ele apresenta” ou “isso não tem cura”.

 

Com dificuldade em lidar com as limitações que meu filho apresentava, continuei em busca de alguma resposta que pudesse acelerar seu processo de recuperação, mas três condições se manifestavam com tal intensidade que travavam seu progresso: a dificuldade de coordenação motora (que o limitava de brincar, de andar, etc). Ele caía com muita freqüência e se machucava sempre – suas pernas e braços eram constantemente marcados por hematomas e cicatrizes; a limitação causada pela baixa acuidade visual (que estreitava muito sua capacidade de aprendizagem e de adaptação escolar) e a sialorréia (baba) que era um incômodo praticamente o tempo todo e que dificultava o convívio social. Poucas crianças se dispunham a brincar com meu filho.

 

Em dezembro de 2004, conheci o Dr. Paulo Faria através de um amigo que falou sobre o seu trabalho de Balanceamento cerebral e que talvez o tratamento pudesse ajudar meu filho de alguma forma. Na época, com muita dúvida, mas ao mesmo tempo alimentando mais uma esperança, decidi marcar uma consulta.

 

Meu filho foi avaliado no final de janeiro de 2005 através do Balanceamento cerebral, circunstância em que o Dr. Paulo Faria constatou um enorme aumento das atividades cerebrais nas áreas occipital e têmporo-parietal do hemisfério direito, explicando-me as correlações dessas áreas com as dificuldades de coordenação motora, da fala e da baixa acuidade visual.

 

Na época, o Dr. Paulo Faria sugeriu que comparecêssemos diariamente por uma semana e deixou claro que toda função cerebral não despertada na idade certa acaba causando déficits de desenvolvimento, muitas vezes irreversíveis à medida que a idade da criança avança. Dessa maneira, entendi que meu filho precisaria de uma verdadeira maratona de estimulação, além daquela semana intensiva de tratamento para tentar recuperar seu atraso e também de que o tratamento estava apenas começando.

 

Voltei no dia seguinte com meu filho, disposta a considerar a avaliação realizada através do Balanceamento cerebral e a adotar as atividades propostas pelo Dr Paulo Faria para o caso dele, consciente de que todo esse processo não teria um tempo determinado para acabar e também que não vislumbrava outra alternativa imediata, se quisesse ver meu filho com melhor qualidade de vida.

 

Realizamos com fidelidade o que nos foi proposto e já na primeira semana de tratamento pude observar diferenças, principalmente na melhora do equilíbrio e na diminuição da sialorréia. Continuamos com os exercícios e atividades propostas ao longo de um mês inteiro. Retornamos nos meses seguintes, sempre com uma semana completa e intensiva (de segunda a sexta-feira) de acompanhamento do Dr. Paulo Faria e sessões de estimulação sensorial controlada através do programa de Balanceamento cerebral.

 

As limitações da coordenação motora e a diminuição da sialorréia foram gradativamente sendo vencidas e a melhora da capacidade visual é hoje um fato inegável (inclusive pela médica oftalmologista que o acompanha). Todas as melhoras físicas do meu filho através do Balanceamento cerebral e de todas as atividades físicas e mentais propostas e realizadas têm ajudado nos aspectos emocionais, no desenvolvimento da aprendizagem e da evolução da capacidade sócio-afetiva de meu filho.

 

Meu filho ainda não recebeu alta do tratamento, mas tenho a certeza de que ele está progredindo ao longo desse tempo e vencendo muitas barreiras que sua condição anterior lhe impunha.

 

Manifesto minha gratidão e reconhecimento ao Dr. Paulo Faria, por ter nos proporcionado alívio e esperança através dessa inovação científica.

 

Curitiba-PR, 29 de outubro de 2005.

 

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Mariana P. Pacheco – Cirurgia Dentista e mãe

 





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